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SUNO30 o novo índice de Fundos Imobiliários

A Suno Research lançou seu índice sobre FIIs, composto por 30 fundos imobiliários.

Os investidores que acreditam nos rendimentos dos Fundos Imobiliários agora contam com um novo índice para acompanharem o mercado, o SUNO30.

Criado pela Suno Research, o índice conta com 30 fundos imobiliários, dentre eles segmentos do “tipo tijolo” e do “tipo papel”.

A importância do índice consiste em monitorar o desempenho dos fundos imobiliários listados na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.

Vale lembrar que o IFIX, principal índice que busca medir o desempenho geral do mercado de fundos imobiliários, valorizou-se em cerca de 35,98% em 2019, contra 31,58% de alta do Ibovespa e 5,96% do CDI.

A composição inicial do SNFI prevê distribuição igualitária entre as cotas dos participantes, mas o critério pode ser ajustado no futuro. As revisões da carteira serão feitas trimestralmente e divulgadas pelos canais da Suno Research - Fonte: Composição SUNO30, Junho de 2020
A composição inicial do SNFI prevê distribuição igualitária entre as cotas dos participantes, mas o critério pode ser ajustado no futuro. As revisões da carteira serão feitas trimestralmente e divulgadas pelos canais da Suno Research – Fonte: Composição SUNO30, Junho de 2020

Uma das modas do momento é investir nos fundos imobiliários (FIIs), que são investimentos cujo dinheiro aplicado é convertido em cotas para que se tenha uma rentabilidade de imóveis do fundo, sejam eles físicos ou em ações.

Com isso, a Suno Research desenvolveu um índice para competir com o conhecido IFIX, visando investimentos em fundos já consolidados e com potencial de crescimento, visando a lucratividade dos clientes com os fundos.

SUNO30 vs IFIX

Hoje na bolsa de valores existem 236 fundos imobiliários que são negociados na B3 (Bolsa de valores de São Paulo), sendo que 120 destes pertencem ao IFIX, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários.

Mas o grande problema do IFIX é justamente concentrar a grande maioria de fundos de “tijolo”, ou seja, os fundos que investem diretamente em construções para locação ou venda dos mesmos. Além disso, esses fundos só possuem um ativo e não pagam proventos nos últimos doze meses.

O contrário já acontece com o SUNO30, que veio ao mercado justamente com a ideia de mixar tanto os fundos de tijolo quanto os de papel (no caso o investimento é feito em ações do mercado imobiliário e não em um imóvel propriamente dito), permitindo ao cliente poder escolher melhor seu potencial de risco e ganhos.

Falando em ganhos, uma das promessas do SUNO30 é justamente ter uma rentabilidade maior do que o IFIX, a Ibovespa e o CDI, maximizando os ganhos nesta modalidade de investimento.

Sobre o SUNO30

Selecionando as trinta cotas dos fundos imobiliários de maior patrimônio líquido, o SUNO30 veio da ideia de poder ter mais do que um único índice para os fundos imobiliários, pois afinal, o IFIX tinha plena dominância de uma modalidade de investimento que vem crescendo cada vez mais.

Mas não basta apenas ter um dos maiores patrimônios líquidos para entrar no SUNO30, ainda é preciso fazer parte do IFIX, não ser um Fundo de Fundos, possuir mais do que um ativo e ter ao menos um pagamento de proventos ao longo dos últimos doze meses.

Mesmo assim, 60% dos fundos escolhidos são de “tijolo”, enquanto os outros 40% ficam por conta dos fundos papel e os híbridos (os de papel totalizam 33,33%).

A idealização do SUNO30 é de fazer com que o retorno para os investidores em 4 anos seja cerca de 7% maior do que o do IFIX e, em 5 anos, quase 8% do índice atual de fundos imobiliários.

O que se percebe do SUNO30 não é um nov o índice para “bater de frente” com o IFIX, mas sim uma nova alternativa para que os investidores possam se aventurar mais em outros fundos imobiliários que não os de tijolos, oferecendo cotas consolidadas no mercado que muitas vezes podem passar despercebidas ou que até mesmo deixariam de serem interessantes.

*Com informações da Sunoresearch e FIIs.