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Intenção de consumo das famílias brasileiras é a mais baixa dos últimos dez anos

O resultado da pesquisa sobre Intenção de Consumo das Famílias não se mostrou nada animador

As consequências da crise prometem se estender ainda por muito tempo, uma prova disso é o resultado da pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), ela mostrou que a intenção das famílias atingiu o menor nível em dez anos.

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) recuou 4% de junho para julho deste ano e chegou a 66,1 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Com essa, que foi a quarta queda consecutiva, o indicador chegou ao menor nível da série histórica, iniciada em janeiro de 2010, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Na comparação com julho de 2019, a queda chegou a 26,4%, segundo os dados divulgados hoje (21) pela CNC.

“Este resultado, o quinto negativo seguido, está ancorado em um comportamento de consumo mais precavido das famílias, em função das incertezas econômicas e seus efeitos no longo prazo”, destaca a economista da CNC responsável pelo estudo, Catarina Carneiro da Silva.

De acordo com Catarina Carneiro da Silva, os dados de julho da ICF reforçam que o mercado de trabalho foi significativamente afetado pela crise provocada pelo surto de covid-19, refletindo um aumento dos níveis de desemprego no País. “Essa insatisfação dos brasileiros com emprego e renda já está impactando as perspectivas em relação ao futuro profissional para os próximos seis meses”, afirma a economista da CNC. A Perspectiva Profissional para o próximo semestre também atingiu o menor patamar da história (67,6 pontos), após quedas nas duas bases comparativas (mensal -2,9% e anual -33,8%). O total de brasileiros que demonstraram uma percepção negativa nesse sentido também bateu recorde em julho (61,4%, contra 60,1% em junho e 43,7% (em julho do ano passado).

Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias

A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é um indicador com capacidade de medir, com a maior precisão possível, a avaliação que os consumidores fazem sobre aspectos importantes da condição de vida de sua família, tais como a sua capacidade de consumo (atual e de curto prazo), nível de renda doméstico, segurança no emprego e qualidade de consumo, presente e futuro. Em outras palavras, é um indicador antecedente do consumo, a partir do ponto de vista dos consumidores, tornando-o uma ferramenta poderosa para o planejamento do comércio e de outras atividades produtivas.

*Com informações da CNC e Agência Brasil.