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Como Funciona a BM&FBovespa Supervisão de Mercados

A BSM Supervisão de Mercados é uma empresa integrante do grupo B3 e constituída para realizar, com autonomia administrativa e orçamentária, as atividades de supervisão dos mercados administrados pela B3

A BSM (BM&FBovespa Supervisão de Mercados) surgiu com o propósito de regular a bolsa de valores, tem por papel orientar, investigar, denunciar e punir más condutas. Ela é regulada e fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), autarquia federal reguladora do mercado de capitais.

Entenda tudo sobre a BSM

A BSM é como um mecanismo de auto regulação, está associado em segunda instância com a CVM. É basicamente como um tribunal na bolsa de valores, e quando tiver um prejuízo, em vez de recorrer à justiça pode procurá-la.

Dentre os casos mais comuns que a BSM investiga é o chamado Money Pass (Transferência Irregular de Recursos). Money Pass é a realização de operações na Bolsa para ocultar a transferências de recursos, ou seja, transfere-se os recursos de A para B com operações de custo efetivo como o Day trade e Swing trade.

Exemplo: Ao longo de seis meses, um investidor transferiu R$90 mil para outro investidor por meio de 30 daytraders de um mesmo contrato derivativo de baixa liquidez, aproveitando o spread do ativo para realizar a transferência do recurso.

Outro caso é a Manipulação de Mercado, que se trata de um investidor que opera com o intuito de pressionar as cotações dos ativos em direção aos preços que lhe interessam, ou seja, um diretor financeiro define estratégia de compra e venda de ações na empresa em que trabalhava para se beneficiar em seus investimentos como pessoa física.

Por exemplo, um pessoa que entre na bolsa com perfil da empresa e um pessoal, depois começa operar pela conta da empresa e vê quando dá errado e quando dá certo, e quando dá certo ela faz um day trade pela conta pessoal. Nesse caso, acontece da empresa ter muito prejuízos e ele pela conta pessoal, ter muito lucro.

Também tem o chamado Layering (Geração de Condições Artificiais de Demanda), em que o manipulador inseri uma sequência de pequenas ofertas para elevar o preço de compra do ativo e uma oferta de venda do mesmo ativo a um preço-alvo desejado. Uma vez que as ofertas de compra atingiram o preço desejado, proporcionando a execução de sua oferta de venda, o manipulador cancelou imediatamente as ofertas com as quais não pretendia realizar negócios (ofertas de compra). Após cancelar ofertas de compra, o manipulador trocou de lado e começou a manipulação do lado oposto, inserindo uma sequência de pequenas ofertas de venda e forçando a redução do preço de venda para favorecê-lo na execução de uma oferta de compra.

O terceiro caso é o Spoofing (geração de condições artificiais de demanda), em que algoritmos de negociação (“robôs”) criam ofertas para gerar impressão de falsa liquidez no mercado e pressionar os preços dos ativos para os níveis que beneficiam os investidores por trás dessa estratégia.

Outro crime comum na bolsa é o uso indevido de informação privilegiada (insider trading). Nesse caso é realizado negócios com base em informações ainda não divulgadas ao mercado e que influenciarão o preço do ativo. Desse modo, o investidor se posiciona favoravelmente considerando o movimento esperado do preço quando a informação se tornar pública.

Por fim o sexto caso é a movimentação financeira incompatível com cadastro, ou seja, uma pessoa utiliza o número de CPF de um terceiro, conhecido como “laranja” para realizar operações de volumes financeiros extremamente superiores à renda declarada no cadastro.

Quando acontecer de você dar uma ordem e a corretora não executar, ou algum outro erro de corretagem, nesse caso também é possível recorrer a BSM e ao MRP (Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos).

A Bolsa de Valores mantém o MRP, que assegura aos investidores o ressarcimento de até R$ 120 mil por prejuízos causados por Participantes dos mercados administrados pela B3 (corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários), seus administradores ou prepostos, em relação à intermediação de operações de bolsa com valores mobiliários (como compra e venda de ações, derivativos e fundos listados) e serviços de custódia.

O investidor que se sentir lesado pela ação ou omissão de Participante da B3 na intermediação de negociações realizadas em bolsa ou serviços de custódia, pode apresentar pedido de ressarcimento para análise e julgamento pela BSM Supervisão de Mercados, responsável pela administração do MRP.

Mas antes a BSM indica que, primeiro entre em contato com a sua corretora de valores, se não resolver entre em contato diretamente com a B3 ( bolsa de valores do Brasil), e por último abrir uma reclamação na BSM e recorrer ao MRP. No entanto, o fato tem que ter acontecido há menos de 18 meses, passando esse prazo é preciso procurar a justiça.

Portanto a BSM não só regula o mercado como também resolve crimes.

*Com informações da BSM.